domingo, 15 de maio de 2011

Changing, Changing.

E lá no fundo, depois que a maré baixa e as águas retornam para a grandeza do oceano é que descobrimos como tudo pode ser incerto, e como no coração descobre-se que ainda há coisas sobre nós que nem nós mesmo conhecemos, que nem nós mesmo sabemos que temos ou somos e são essas coisas que mudam nossas vidas. Defini, depois dessa merda de pensamento que ninguem vai ler, que nossas vidas são meras mudanças, que oscliam num gráfico estupidamente correto e cronometrado em nossa vida, hora alto com picos imensos, hora baixo formando barrigas e bolsas que nos afogam em depressão. Mas são todas malditas mudanças que nos impedem de parmanecermos onde estamos quando nos sentimos bem, quando temos nosso 'ponto de equilíbrio". São pessoas que se vão, são momentos que se esvaiem, são canções que deixam de ser cantadas, são poemas esquecidos no meio de um livro empoeirado, são mimicas que não fazem mais sentido, são minhas palavras que já não tem nenhuma razão, são memórias que se borram e como numa aquarela se juntam e fazem dos melhores momentos de nossa vida apenas lembranças de uma mudança que jamais poderá voltar. Mas há fé, deve haver fé, pra que mudanças parecidas ocorram, para que mudanças parecidas sejam frequentes e não torcer para que tudo se repita mas sim que se renove, como uma lesma cortada ou meio, como o rabo de uma lagartixa, não idêntico mais sim utilmente agradável mais uma vez.